
A primeira atitude de quem pretende entrar no mercado financeiro, com alguma ilusão de ganhar algum dinheiro, especulando com ativos deve ser livrar-se de todos os tipos de dívidas.
Aplica-se apenas o que sobra e aquilo que de fato não se precisará no curto ou médio prazo.
O raciocínio que deve ser feito é que, antes de se aplicar, se deverão quitar não apenas dívidas atuais, mas também as futuras e certas como, por exemplo, im postos, cujo pagamento antecipado pode representar um ganho, dívidas com vencimento diferido, mas cujo pagamento antecipado representará redução no seu cálculo e aquelas cujo pagamento pode originar um bom abatimento.
E isto tudo por um motivo muito simples: Muitas vezes, no curso de uma aplicação, há um período de “amadurecimento”, no qual pode acontecer, inclusive, de o capital reduzir quer pelas regras da instituição financeira, que penaliza aqueles que sacam antecipadamente o valor investido, como acontece, por exemplo, nos fundos de capitalização, quer pela incidência maior de impostos sobre operações de menor prazo ou, ainda, em virtude da natural oscilação dos mercados, como ocorre, exemplificativamente nas operações na bolsa de valores.
Nesta última circunstância, não raro, o aplicador mais nervoso tem uma grande tendência a sacar o mais rápido possível sua aplicação, acreditando que a tendência de baixa pode se prolongar e reduzir ainda mais o seu capital. É uma situação em que o investidor ficaria já contente com uma rentabilidade zero, mas que se torna frustrado por uma perda (ainda que pequena).
Neste quadro é muito mais interessante que o valor aplicado tivesse ido para o pagamento de uma dívida, sendo que o valor economizado com os juros se pode computar, com serenidade, a título de um ganho real.










