Desvendando o Nokia N95
Friday July 30th 2010

A religião da Liliana

Não posso dizer que o artigo da Liliana sobre o, digamos, fiofó de Jesus tenha me deixado chocado, pois uma coisa que um internauta experiente como eu não fica mais é chocado com alguma coisa da Rede.

Não sou ateu, mas também tenho dificuldades de aceitar os dogmas seja de quais forem as religiões. Uma entidade que sempre existiu – sem começo nem fim – e do qual somos imagens e semelhança não dá para engulir.

E depois quem é imagem e semelhança de Deus, Gisele Bündchen ou o Russo do Faustão?

No entanto a questão da existência de Deus para mim é completamente superada. Me admiro a Liliana, que é (ou foi) neurocirgurgiã – e portanto já deve ter visto uma cabeça aberta – não se perguntar como uma coisa assim se formaria em decorrência do mero acaso.

Hannibal

E, por outro lado, tanto faz se Deus existe ou não. Em tese o momento para sabermos disso seria na nossa morte. Mas quem disse que daí ocorrerá a Grande Revelação?

Ao morrermos há duas possibilidades.

 

  1. Ou tudo acaba aí mesmo, e daí já não dá mais tempo de se arrepender de ter devolvido aquela carteira cheia de dinheiro, ou de não ter dado aquele desfalque que permitiria uma vida modesta, mas sem necessidade de trabalho, no Caribe. Simplesmente porque as luzes se apagam, a música termina, e não podemos voltar para o aplauso.
  2. Ou, de outra parte, SIM! há vida depois da morte, mas não há anjos tocando harpas, nem diabinhas piscando. Apenas uma outra fase, talvez tão burocrática quanto. Ou será que ao morrer você esperava que Deus comparecesse pessoalmente, tipo aquele “Esta é a sua vida” do Faustão, e chame seus entes queridos mortos para dar seus depoimentos?

Mas em uma coisa a Liliana está absolutamente certa, e por isso, na minha opinião, já é a fundadora e grande líder de uma nova religião. Que pode muito bem se chamar a Igreja do Fiofó Divino.

Um dos principais fundamentos da nova religião seria o humor de Jesus. Ora ninguém tem dúvidas de que ele era um cara pra lá de inteligente, ou vocês acham simples criar uma religião que já dura mais de 2000 anos?

Pois bem, se Jesus era tão inteligentes assim, com certeza deveria ser dotado de um senso de humor sensacional e, portanto, deveria rir muito com a história da pendrive da Liliana.

Afinal a mensagem que Jesus procurou deixar era de um Deus pai, a quem poderíamos recorrer sempre que necessário. Ou seja, mais que pai, amigo.

Não um Deus autoritário, sério e sem graça.

Aliás como você trata um amigo? Cheio de formalidades ou com um sorriso nos lábios, por tu (ou você) e lhe fazendo brincadeiras?

Ademais quem garante que há um único ser regendo todo o Universo? Isso não seria muito, mesmo para um Deus? E porque não podemos acreditar que Deus é democrático, que não há apenas um Deus, mas diversas entidades, algumas que já forma humanos como nós, todas encarregadas de administrar os mistérios da criação.

Quem sabe não existe, por que não? Até um Parlamento Divino, composto por seres que, com certeza, nunca passaram nem perto dos parlamentos brasileiros.

Jesus South Park

Embora não pareça este é um post de Natal, em homenagem ao aniversariante do dia, que faz alguma coisa próxima a 2007 anos e que se for onipresente deve já ter lido este artigo enquanto eu o escrevia e, espero, tenha dado umas boas risadas.

 

Compartilhe: These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages.
  • Digg
  • del.icio.us
  • Reddit
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • TwitThis
  • Ueba
  • Migre.me

Reader Feedback

3 Responses to “A religião da Liliana”

  1. Liliana says:
    Oi Jorge,
    Muito legal sey texto.
    Que bom que você concorda comigo na questão do bom humor!
    Beijos,
    Liliana

    [Reply]

  2. Bender says:
    É aquela coisa, se deus existisse todos seriam lindos, saudáveis e com genitália pequena, mas uma boa proporção de nós não somos assim.

    [Reply]

  3. Vinícius says:
    Concordo com você e o Bender.
    Eu sou só lindo e saudável.

    [Reply]

Leave a Reply