Athena de Vento
Desvendando o Nokia N95
Você perdeu dinheiro, sim!
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Ouvi há pouco no rádio um economista contando a seguinte parábola:
O senhor Manoel, comprou uma casa em uma vila, na qual todas estavam sendo vendidas pelo mesmo exato preço: R$ 50.000,00. Depois de algum tempo, todas as casas vendidas, Manoel fica sabendo que um de seus vizinhos vendeu uma das casas por R$ 40.000,00. Ele então se desespera ao pensar que teve uma desvalorização de seu patrimônio na ordem de R$ 10.000,00, mas logo a seguir se tranqüiliza, ao saber que um outro vizinho vendeu a casa por R$ 60.000,00. No final da história o economista conclui que Manoel não teve lucro ou prejuízo, uma vez que, como se manteve na sua casa, não realizou uma coisa ou outra.
A história é bonitinha e comovente, mas não tem nada a ver com o que está acontecendo agora.
Aliás tem um pouco sim. O tal derretimento dos créditos sub prime nada mais foi do que o estouro de uma bolha imobiliária, em que o crédito abundante fez com que os imóveis atingissem valores irreais, sendo que, quando o mercado se deu conta que os imóveis não valiam tanto assim, muitos venderam, fazendo os preços caírem, sendo que os demais, ao ver que seus imóveis valiam muito menos do que a sua dívida, simplesmente os abandonaram.
No entanto quando se trata de mercado de ações o buraco é bem mais embaixo. Pensem bem, o Manoel, na sua casa, está morando, se lá pelas tantas a crise aperta, ele pode oferecer para que seus filhos morem consigo, economizando assim a despesa atinente a mais de um imóvel, ou ele pode utilizar um dos seus cômodos para desenvolver uma atividade profissional, ou alugá-lo…
Agora pense por alguns instantes. Para que serve uma, dez, cem ou um milhão de ações da Petrobrás ou da Vale? Eu francamente estou inteiramente por fora deste mercado por falta de capital disponível, mas digamos que você comprou o papel a R$ 100,00 e agora ele vale R$ 50,00, qual a sua utilidade? Adiante manter em carteira um papel que pode, ao alvedrio do mercado, ser reduzido novamente à metade, ou à metade da metade e assim por diante?
Aliás no atual estágio, em que se opera através de homebroker, os títulos representativos das ações não servem nem de papel de rascunho. Mas aí você pode dizer: Sim, mas o papel está muito barato, e o valor patrimonial da empresa é muito superior ao que se pode comprar os papéis.
Ok, mas então a sua idéia é liquidar a empresa? Claro que não, nem isso seria possível. Neste mercado não há limites para altas ou baixas e a equivalência do papel a uma parcela do patrimônio da empresa tem pouquíssima relevância se o seu objetivo é lucrar em função da liquidez do papel, ou seja ter a possibilidade de, facilmente, reaver o seu capital investido.
E tem mais, em um curso que um dia fiz, sobre como investir em mercado de ações, um dos professores referiu que, ao contrário do trânsito de uma grande cidade, onde, embora uns queiram que os outros desapareçam da sua frente para poder chegar rapidamente aos seus destinos, mas sempre evitando de todas as formas um albarroamento, de modo a evitar as dores de cabeça que daí podem advir, no mercado de capitais não há qualquer cuidado com o próximo: age-se com o nítido intuito de lesar o terceiro, lhe causando tantos danos quanto possíveis para auferir lucros. E esta é a regra do jogo.
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A bolsa continua caindo…
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O fato de a bolsa ter subido (10%) no dia de ontem não quer significar que a tendência de queda se tenha invertido. Ao contrário, se formos observar qualquer gráfico de papéis negociáveis poderemos constatar que dificilmente se vai verificar uma queda contínua. Normalmente os papéis oscilam, tanto na queda quanto na alta, sendo que o que caracteriza a tendência é, justamente, o fato de que os picos ou fundos vão ficando cada vez mais altos ou mais baixos (dependendo se está ocorrendo queda ou alta).
Não esqueçam que uma baixa de 50% necessita uma alta subseqüente de 100% para ser absorvida, sendo igualmente verdadeiro que se aniquila um lucro de 100% com uma queda de apenas metade disso.
Além do mais não houve qualquer alteração significativa no quadro, senão uma declaração do governo estadunidense acerca de providências para tentar minorar a crise. Enquanto a crise existir o melhor é ficar bem longe dos papéis, ou estudar estratégias para operar no sentido inverso (queda).
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A bolsa está caindo
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Pessoal. Faz tempo que não blogo por aqui. Não sei se alguém recorda, mas eu até cogitei de blogar sobre economia, o que abandonei por entender que este espaço já estava ocupado, e bem, pelo Dinheirama. No entanto dar alguns pitacos de vez em quando não tem nada de mal. Então aí vai.
Há algum tempo eu tinha um dinheiro meio que sobrando e resolvi investir. A bolsa estava uma alegria e então voltei meus olhos para ela, ainda mais que operar pelo homebroker parecia muito interessante (mais ou menos como jogar em um caça-níqueis).
É bom esclarecer que este tempo é pretérito, não tenho mais dinheiro sobrando e estou apenas administrando dívidas, o que me faz estar completamente por fora do que se passa nas bolsas e corretoras, por isso algumas das minhas manifestações podem estar pós-datadas.
Bem uma das coisas que pode estar meio defasada é a forma de informação. Na época ainda era forte o Investshop e a Ágora Senior estava entrando forte no mercado, através de uma operação exclusiva para o mundo web, a Viptrade.
Assim as fontes que eu tinha disponíveis para me informar eram, o fórum do Investshop e as análises do pessoal da Viptrade, dentre os quais o Márcio Noronha, que na época ainda disponibilizava a sua revista em tempo real.
Bueno, no fórum do Investshop havia ainda uma dupla de investidores que davam alguns palpites, LEandro e Stormer, o primeiro um investidor profissional – dizem que nunca trabalhou – e o último um médico gaúcho.
Mais tarde acabei fazendo cursos pequenos tanto com a dupla quanto o próprio Márcio Noronha, além de ter lido alguns livros, em especial o Análise Técnica.
De tudo o que eu estudei e li eu posso resumir para os leitores no seguinte: Sabem teoria da inércia? Um corpo em movimento tende a continuar em movimento, um corpo parado tende a permanecer parado, assim como algo que está caindo a continuar caindo ou se está subindo a continuar subindo. Pois bem é exatamente assim que funciona a bolsa.
Se você observar o seu gráfico vai ver que ela está, atualmente, em um ritmo de queda. Assim não adianta se iludir de comprar ações porque estão “baratas”. Teoricamente não há limite acerca de quanto as ações podem cair assim como não há limite acerca de quanto possam subir.
A “dica” que dão na imprensa sobre comprar ações baratas e guardá-las por muito tempo pode ser uma grande furada, quanto mais que não temos dinheiro sobrando para guardá-lo no colchão da bolsa. A verdadeira dica é comprar as ações quando elas estão subindo e vendê-las quando pararem de subir.
Claro que isso demanda um conhecimento um pouco mais aprofundado acerca de quando elas estão subindo e de quando elas param de subir, mas isso não é nada muito complexo não.
Apenas não nos esqueçamos que é possível ganhar tanto quando a bolsa está em alta quanto em baixa, o que leva com que os grandes investidores apenas ajustem suas posições para começar a ganhar no sentido oposto. Infelizmente esta possibilidade de ganhar na baixa é um pouco mais complexa, embora não impossível mesmo para os pequenos.
Aí vai valer a lógica oposta: vender quando começarem a cair e comprar quando inverterem esta tendência. Mas isso implica outro post.
No entanto o que deve ficar para os leitores é o seguinte: a bolsa está caindo e ela cairá até que pare. Ou seja não se iludam em comprar ações de tal ou qual empresa simplesmente porque estão baratas, pois arrisca que amanhã elas estejam mais baratas e, no caso de estar “comprado” isso vai significar que você está mais pobre.
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Você quer ganhar? Então pare de perder!

A primeira atitude de quem pretende entrar no mercado financeiro, com alguma ilusão de ganhar algum dinheiro, especulando com ativos deve ser livrar-se de todos os tipos de dívidas.
Aplica-se apenas o que sobra e aquilo que de fato não se precisará no curto ou médio prazo.
O raciocínio que deve ser feito é que, antes de se aplicar, se deverão quitar não apenas dívidas atuais, mas também as futuras e certas como, por exemplo, im postos, cujo pagamento antecipado pode representar um ganho, dívidas com vencimento diferido, mas cujo pagamento antecipado representará redução no seu cálculo e aquelas cujo pagamento pode originar um bom abatimento.
E isto tudo por um motivo muito simples: Muitas vezes, no curso de uma aplicação, há um período de “amadurecimento”, no qual pode acontecer, inclusive, de o capital reduzir quer pelas regras da instituição financeira, que penaliza aqueles que sacam antecipadamente o valor investido, como acontece, por exemplo, nos fundos de capitalização, quer pela incidência maior de impostos sobre operações de menor prazo ou, ainda, em virtude da natural oscilação dos mercados, como ocorre, exemplificativamente nas operações na bolsa de valores.
Nesta última circunstância, não raro, o aplicador mais nervoso tem uma grande tendência a sacar o mais rápido possível sua aplicação, acreditando que a tendência de baixa pode se prolongar e reduzir ainda mais o seu capital. É uma situação em que o investidor ficaria já contente com uma rentabilidade zero, mas que se torna frustrado por uma perda (ainda que pequena).
Neste quadro é muito mais interessante que o valor aplicado tivesse ido para o pagamento de uma dívida, sendo que o valor economizado com os juros se pode computar, com serenidade, a título de um ganho real.
Montando uma Lista de Desejos
Navegando no blog da Lu vi que ela colocou ali um link para uma lista de desejos no Submarino.com.
Achei uma excelente idéia, dela e do Submarino. Muitas vezes, convidados para um aniversário, ficamos sem saber o que dar ao aniversariante. Ou pior nós mesmos, indagados sobre o que queremos de [BP]presente[/BP], somos ou pegos desprevenidos, não tendo uma resposta pronta, ou ficamos sem jeito de pedir um presente cujo valor seja maior do que o presenteador esteja disposto a nos alcançar.
Assim, partindo de um pressuposto que sei, ao menos no meu caso, ser incorreto: que os meus amigos leiam meu blog, nada mais justo que lhes oportunizar escolher em uma ampla lista, já examinada por mim, o presente que queiram dar sem o risco de não me ser útil.
Em todo caso, ainda que equivocada a premissa, da próxima vez que me perguntarem o que eu quero de presente eu posso dizer: dá uma olhada no meu blog, que lá há uma lista.
No meu caso, inclusive, estou fazendo uma “aprimoração” colocando o meu código de franqueado após o link para a minha lista. Assim ganho nas duas pontas e, eventualmente, ainda faturo sobre as outras compras que meus presenteadores resolvam fazer. Será que a Lu não pensou nisso?
Nota: A lista de presentes publicada é apenas para amigos e familiares.
Minha mãe me ensinou a não aceitar presentes de estranhos!
Vamos Falar Sobre Dinheiro?
Há algum tempo estava gestando um novo blog no qual para falaria exclusivamente sobre dinheiro e finanças pessoais. Esta idéia me veio antes mesmo do ilustre Dinheirama, do Navarro, que, aliás, está bombando.
Todavia a minha visão seria diferente. Seriam dicas e sugestões, desde métodos infalíveis de gestão financeira, até mandingas para aumentar os rendimentos, ou, pelo menos, fazer deixar de sobrar mês no fim do salário.
Tampouco tinha a pretensão de duelar com blogs de especialistas do dinheiro virtual como os Blogando por Dinheiro, Blog Verde etc. Uma vez que, antes de ensinar como ganhar, minha principal pretensão seria dar dicas de como conservar, o rico e suado dinheirinho de cada um.
No entanto algumas situações me levaram a repensar este projeto. A primeira é que já temos, além dos acima referidos outros excelentes blogs atuando neste nicho e tentar competir com eles seria uma tolice.
De outra parte a minha visão de finanças não é nada profissional. Ao contrário sou um pequeno gastador poupador e a minha contribuição seria mais do tipo “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, do que exemplos de meu sucesso (embora eu ainda acredite piamente que vou conseguir).
Finalmente acho que seria “um saco” ficar tentando fazer pagerank com um quarto blog, principalmente porque tenho, desde já, plena consciência de que não tenho a mínima condição de falar sobre dinheiro sequer durante um mês corrido, sendo que não é do meu feitio deixar o blog às moscas e, portanto, esta empreitada me exigiria um nível de comprometimento que não estou com condições de suportar no momento.
Isto posto resolvi que vou falar no Athena de Vento também sobre este assunto, utilizando para tanto a tag dinheiro.
Espero que seja interessante aos leitores e assinantes.











