Athena de Vento
Desvendando o Nokia N95
A bolsa está caindo
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Pessoal. Faz tempo que não blogo por aqui. Não sei se alguém recorda, mas eu até cogitei de blogar sobre economia, o que abandonei por entender que este espaço já estava ocupado, e bem, pelo Dinheirama. No entanto dar alguns pitacos de vez em quando não tem nada de mal. Então aí vai.
Há algum tempo eu tinha um dinheiro meio que sobrando e resolvi investir. A bolsa estava uma alegria e então voltei meus olhos para ela, ainda mais que operar pelo homebroker parecia muito interessante (mais ou menos como jogar em um caça-níqueis).
É bom esclarecer que este tempo é pretérito, não tenho mais dinheiro sobrando e estou apenas administrando dívidas, o que me faz estar completamente por fora do que se passa nas bolsas e corretoras, por isso algumas das minhas manifestações podem estar pós-datadas.
Bem uma das coisas que pode estar meio defasada é a forma de informação. Na época ainda era forte o Investshop e a Ágora Senior estava entrando forte no mercado, através de uma operação exclusiva para o mundo web, a Viptrade.
Assim as fontes que eu tinha disponíveis para me informar eram, o fórum do Investshop e as análises do pessoal da Viptrade, dentre os quais o Márcio Noronha, que na época ainda disponibilizava a sua revista em tempo real.
Bueno, no fórum do Investshop havia ainda uma dupla de investidores que davam alguns palpites, LEandro e Stormer, o primeiro um investidor profissional – dizem que nunca trabalhou – e o último um médico gaúcho.
Mais tarde acabei fazendo cursos pequenos tanto com a dupla quanto o próprio Márcio Noronha, além de ter lido alguns livros, em especial o Análise Técnica.
De tudo o que eu estudei e li eu posso resumir para os leitores no seguinte: Sabem teoria da inércia? Um corpo em movimento tende a continuar em movimento, um corpo parado tende a permanecer parado, assim como algo que está caindo a continuar caindo ou se está subindo a continuar subindo. Pois bem é exatamente assim que funciona a bolsa.
Se você observar o seu gráfico vai ver que ela está, atualmente, em um ritmo de queda. Assim não adianta se iludir de comprar ações porque estão “baratas”. Teoricamente não há limite acerca de quanto as ações podem cair assim como não há limite acerca de quanto possam subir.
A “dica” que dão na imprensa sobre comprar ações baratas e guardá-las por muito tempo pode ser uma grande furada, quanto mais que não temos dinheiro sobrando para guardá-lo no colchão da bolsa. A verdadeira dica é comprar as ações quando elas estão subindo e vendê-las quando pararem de subir.
Claro que isso demanda um conhecimento um pouco mais aprofundado acerca de quando elas estão subindo e de quando elas param de subir, mas isso não é nada muito complexo não.
Apenas não nos esqueçamos que é possível ganhar tanto quando a bolsa está em alta quanto em baixa, o que leva com que os grandes investidores apenas ajustem suas posições para começar a ganhar no sentido oposto. Infelizmente esta possibilidade de ganhar na baixa é um pouco mais complexa, embora não impossível mesmo para os pequenos.
Aí vai valer a lógica oposta: vender quando começarem a cair e comprar quando inverterem esta tendência. Mas isso implica outro post.
No entanto o que deve ficar para os leitores é o seguinte: a bolsa está caindo e ela cairá até que pare. Ou seja não se iludam em comprar ações de tal ou qual empresa simplesmente porque estão baratas, pois arrisca que amanhã elas estejam mais baratas e, no caso de estar “comprado” isso vai significar que você está mais pobre.
Leia também.
A Era da Turbulência de Alan Greenspan
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Tenho ouvido diversos comentários econômicos sempre fazendo referência ao livro do ex-presidente (ou cargo que o valha) do Federal Reserve Board americano, ou melhor dizendo, o dono da chave do cofre da maior economia do mundo durante mais de 18 anos.
O livro está em oferta no sítio do Submarino.com.
Você quer ganhar? Então pare de perder!
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A primeira atitude de quem pretende entrar no mercado financeiro, com alguma ilusão de ganhar algum dinheiro, especulando com ativos deve ser livrar-se de todos os tipos de dívidas.
Aplica-se apenas o que sobra e aquilo que de fato não se precisará no curto ou médio prazo.
O raciocínio que deve ser feito é que, antes de se aplicar, se deverão quitar não apenas dívidas atuais, mas também as futuras e certas como, por exemplo, im postos, cujo pagamento antecipado pode representar um ganho, dívidas com vencimento diferido, mas cujo pagamento antecipado representará redução no seu cálculo e aquelas cujo pagamento pode originar um bom abatimento.
E isto tudo por um motivo muito simples: Muitas vezes, no curso de uma aplicação, há um período de “amadurecimento”, no qual pode acontecer, inclusive, de o capital reduzir quer pelas regras da instituição financeira, que penaliza aqueles que sacam antecipadamente o valor investido, como acontece, por exemplo, nos fundos de capitalização, quer pela incidência maior de impostos sobre operações de menor prazo ou, ainda, em virtude da natural oscilação dos mercados, como ocorre, exemplificativamente nas operações na bolsa de valores.
Nesta última circunstância, não raro, o aplicador mais nervoso tem uma grande tendência a sacar o mais rápido possível sua aplicação, acreditando que a tendência de baixa pode se prolongar e reduzir ainda mais o seu capital. É uma situação em que o investidor ficaria já contente com uma rentabilidade zero, mas que se torna frustrado por uma perda (ainda que pequena).
Neste quadro é muito mais interessante que o valor aplicado tivesse ido para o pagamento de uma dívida, sendo que o valor economizado com os juros se pode computar, com serenidade, a título de um ganho real.










